Redação – Lara Flávia (SESI Maracaju)

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Turismo sexual no Brasil

No filme “Bruna Surfistinha” retrata a história de uma jovem insatisfeita com sua vida, no qual foge de sua casa para se tornar uma garota de programa. Não distante da realidade brasileira, muitas pessoas, são levadas a se prostituírem por conta de sua situação familiar ou econômica, já que esse ato é lucrativo e não há nenhuma lei contra, o que acaba gerando vários abusos nesse meio, como o turismo sexual e a exploração de crianças e adolescentes de regiões carentes do Brasil, fato preocupante que é deixado muitas vezes de lado pela população. Nesse sentido, dois aspectos se fazem necessários: a exploração sexual infantil  e a falta de importância da sociedade em relação aos abusos dentro do turismo sexual.

Em vista disso, um dos problemas gerados pelo turismo sexual é a exploração sexual infantil, ocasionada pela pobreza, violência, falta de perspectivas de emprego, uso de drogas, consumismo e desestruturação familiar, onde as vítimas são geralmente crianças pobres e vulneráveis. Segundo uma pesquisa da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), cerca de 250 mil crianças trabalham como prostitutas no Brasil. Em virtude disso,  vemos que exploração sexual de crianças é uma grande adversidade presente no cenário brasileiro, que deve ser erradicado e notado urgentemente, pois gera consequências físicas e psicológicas desastrosas para a vida da criança, além de roubar-lhes o direito à educação e à infância.

Outrossim, é o fato de que a sociedade é tolerante com o cenário da exploração sexual de crianças e adolescentes pelo turismo a proporção em que muitas pessoas optam fechar os olhos e esperar que “alguém responsável” tome as devidas providências. Segundo o artigo 277 da constituição do Brasil, é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar com absoluta prioridade que a criança e ao adolescente, sejam colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Em vista disso, é notável que é dever de todos denunciar toda e qualquer suspeita de abusos com menores de idade dentro do turismo sexual, porém se o ato de ´´fingir que não viu“ perpetuar, a consequência será a continuidade das desigualdades e injustiças no país.

Dessa forma, pode-se perceber que o turismo sexual no Brasil é um grande problema, onde os mais afetados são os jovens que acabam ficando  expostos à vários abusos, logo medidas são necessárias para erradicar essa adversidade. Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover nas escolas das regiões com mais casos de prostituição infantojuvenil de todo Brasil, o projeto ´´Não é turismo, é crime“, que trará atividades educativas contra a exploração sexual infantil e treinos de esportes variados, promovidos por professores de educação física e agentes sociais, com o intuito de retirar os jovens do mundo da prostituição. Além disso, o projeto realizará palestras e campanhas para toda população abordando a importância da denúncia de suspeitas de abusos e de combater o turismo sexual infantil. Para que assim, conscientize a sociedade sobre esse grave problema no qual atinge diretamente a futura geração brasileira.

Lara Flávia
2ª série do EM
SESI Maracaju

Destaques SESI – Mato Grosso do Sul

Ao longo do ano de 2020, alunas e alunos das séries finais do Ensino Fundamental II e de todo o Ensino Médio da Rede SESI do Mato Grosso do Sul realizaram oito atividades de escrita do gênero Enem no Programa Letrus. 

Estudantes gostaram muito da experiência e tiveram uma evolução incrível da primeira até a última atividade! E nós não poderíamos deixar passar essa oportunidade de valorizar e parabenizar cada um, não é mesmo?

Portanto, estamos publicando os últimos textos dos/das estudantes que, em cada série, de toda a Rede, realizaram todas as atividades no Programa Letrus e tiveram a maior evolução entre a primeira e a última redação.

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